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13 Abr

Investidores privados impulsionam family offices em Portugal

Portugal encontra-se numa fase de desenvolvimento no que respeita a estruturas de family office. Atualmente, o país conta com 250 dessas estruturas, mas graças ao reforço consistente do peso de investidores privados, é esperado que esse número aumente para 500 até 2030.

Esta é a conclusão do Havos Investment Pulse, o mais recente barómetro da Havos Real Estate. Refletindo uma nova escala de organização e profissionalização do capital no setor, estima-se que, a nível global, se atinjam as 10 mil estruturas até final desta década. “A profissionalização da gestão de património familiar, através de estruturas como family offices, constitui uma das tendências estruturais do mercado”, lê-se no barómetro da Havos.  

Na Europa, os ativos sob gestão dessas estruturas eram de 0,8 mil milhões de euros em 2024, podendo crescer para 1,4 mil milhões em 2030. A nível global, poderá atingir os 4,7 mil milhões de euros. De acordo com o Havos Investment Pulse, o crescimento de capital privado prevê o reforço da estabilidade e visão de longo prazo no investimento imobiliário, incremento da exigência na seleção de ativos e profissionalização dos processos.

Em comunicado, Sandro Mota Oliveira, COO da Havos, alerta que “Portugal está a mudar de natureza”, uma vez que “o mercado imobiliário nacional evidencia uma trajetória de evolução consistente, caracterizada por uma crescente sofisticação dos investidores e maior exposição do investimento privado, nomeadamente HNWI [High-Net-Worth Individual/Indivíduo com elevado património líquido] e family offices, em ativos reais”.

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