Empresas apostam na construção industrializada na Península Ibérica
Com o objetivo de acelerar o crescimento da cadeia hoteleira em Espanha e Portugal, o Grupo Casais, a CREE Buildings, a First Properties e a B&B HOTELS aprofundaram a sua relação de parceria, através de um modelo de desenvolvimento mais eficiente, previsível e sustentável, onde a construção industrializada assume protagonismo.
Este modelo permite reduzir os prazos de execução, aumentar a previsibilidade dos custos, garantir padrões consistentes de qualidade e diminuir a pegada ambiental dos projetos.
A proposta de valor combina a experiência do Grupo Casais na execução de projetos, a tecnologia e os processos padronizados da CREE Buildings, as competências da First Properties na promoção imobiliária e na estruturação de investimento, e o conhecimento da B&B HOTELS nas áreas da operação e do desenvolvimento hoteleiro, numa parceria que assenta na experiência adquirida em projetos concretos desenvolvidos na Península Ibérica com o sistema de construção CREE, como o B&B HOTEL Guimarães e o B&B HOTEL Madrid Tres Cantos.
Concluído em 2023, o B&B HOTEL Guimarães conta com 95 quartos e uma área total bruta de 8.300 metros quadrados (m2). O seu modelo de desenvolvimento permitiu que a montagem da estrutura fosse concluída em apenas oito dias, acelerando a entrega em 40% comparativamente aos métodos convencionais e reduzindo a pegada de carbono em 60%. Além disso, houve ainda uma redução de 33% nos materiais utilizados.
A estrutura do B&B HOTEL Madrid Tres Cantos, inaugurado em 2024, demorou pouco mais a ser concluída (14 dias). As horas de trabalho no local foram diminuídas em 77%, enquanto as emissões e resíduos tiveram uma redução de 60%, algo que lhe valeu o prémio Re:Think Hotel. Esta unidade hoteleira em Espanha tem 120 quartos, distribuídos por seis pisos, e uma área de 4.500 m2.
Além dos dois hotéis totalmente concluídos na Península Ibérica e de cinco cinco hotéis semi-industrializados, está ainda em fase avançada de preparação um novo projeto na Amadora, sendo que outros desenvolvimentos hoteleiros em Espanha já se aproximam da conclusão.
Em comunicado, António Carlos Rodrigues, CEO do Grupo Casais, sublinha que, durante os últimos três anos, foi possível demonstrar que “a construção industrializada funciona no setor hoteleiro – em Portugal e em Espanha, com projetos reais e resultados concretos”. Para o responsável, “esta parceria é o próximo passo: passar da prova de conceito para uma plataforma capaz de operar em grande escala, com os parceiros certos em todas as áreas do projeto”.
Por sua vez, o CEO B&B HOTELS Espanha e Portugal, Paulo Pinto, afirma que o grupo hoteleiro vê a construção industrializada como “uma ferramenta relevante para apoiar um crescimento mais eficiente e responsável”.
“A combinação das capacidades de cada parceiro permite-nos desenvolver hotéis com maior rapidez e previsibilidade, mantendo os padrões de qualidade e conforto que caracterizam a nossa proposta. Os resultados alcançados em Guimarães e Tres Cantos demonstram o potencial deste modelo para acompanhar a nossa expansão em Espanha e Portugal e, simultaneamente, reduzir o impacto ambiental dos novos projetos”, acrescenta o responsável.
Já Joanna Demkow-Bartlome, COO da CREE Buidlings, frisa que “a verdadeira força desta parceria reside na vontade de todos os parceiros de colaborar, desafiar os modelos convencionais de execução e alinhar-se em torno de uma visão comum”. Segundo a responsável, o sistema patenteado de construção híbrido de madeira e betão da CREE Buildings combinado com a experiência complementar dos seus parceiros permitiu a criação de “uma plataforma escalável para acelerar o desenvolvimento sustentável de hotéis em toda a Península Ibérica e além dela”.
Relativamente à First Properties, é o parceiro imobiliário e de capital neste modelo de colaboração, sendo responsável pela angariação e estruturação do investimento, pelo co-investimento juntamente com os seus parceiros e por transformar projetos hoteleiros ‘greenfield’, desde a aquisição do terreno até se tornarem ativos estabilizados e geradores de rendimento.
“O seu papel visa diretamente as três barreiras que, historicamente, têm impedido o capital institucional de investir no desenvolvimento de hotéis ‘greenfield’: o risco na fase de construção, a imprevisibilidade dos custos e dos prazos e a conformidade com os critérios ESG. Em combinação com um modelo de execução industrializado, isto oferece aos investidores uma proposta clara – a capacidade de financiar ou co-investir durante a construção e entrar num hotel que está totalmente operacional e a gerar rendimentos desde a sua conclusão -, encurtando o caminho para um ativo estabilizado e para a saída do investimento. A colaboração inicia-se na Península Ibérica, com potencial para evoluir de forma progressiva e replicável em função das oportunidades identificadas”, lê-se na nota.
Citado no documento, Leonard Boord, Director da First Properties, comenta que, “no que diz respeito ao capital institucional, o obstáculo ao investimento em hotéis de construção nova sempre foi o risco de construção e a incerteza quanto ao que se virá a possuir efetivamente no final”.
“O nosso papel é eliminar ambos. Co-investimos juntamente com os nossos parceiros desde o início e entregamos um ativo estabilizado e gerador de rendimentos desde o primeiro dia – e a construção industrializada é o que torna essa promessa credível, com custos previsíveis, prazos previsíveis e um edifício concebido para manter o seu valor. Este é o modelo que pretendemos expandir por toda a Península Ibérica e para além dela”, conclui.