Banco de Inglaterra mantém juros em 3,75% no Reino Unido
O Comité de Política Monetária (MPC) manteve as taxas de juro diretoras do Reino Unido em 3,75%, em linha com as previsões dos analistas, divulgou o Banco de Inglaterra (BoE) esta quinta-feira, dia 18 de junho.
Na reunião, o Comité de Política Monetária votou, por uma maioria de sete a favor da manutenção da taxa de juro de referência em 3,75%, enquanto dois membros votaram a favor do aumento da taxa de juro de referência em 0,25 pontos percentuais (p.p.), para 4%.
O impacto do choque energético na economia do Reino Unido continua a ser incerto, defendeu o banco central, afirmando que a política monetária está a ser definida de forma a garantir que o ajustamento económico aos preços ocorra de modo a atingir a meta de inflação de 2% de forma sustentável.
O conflito no Médio Oriente e o seu impacto nos preços da energia e na economia do Reino Unido continuaram a ser a principal fonte de incerteza quanto às perspetivas de inflação.
A política monetária não podia influenciar os preços globais da energia, sendo que, além disso, “levaria algum tempo até que a política monetária produzisse efeitos na economia, pelo que qualquer medida que o MPC pudesse tomar não impediria um aumento da inflação nos próximos meses”, lê-se no documento do BoE.
“O que o MPC faria seria definir a política monetária de forma a garantir que os efeitos do choque não se transformassem em pressões inflacionistas generalizadas, para que a inflação regressasse à meta de 2% e se mantivesse nesse nível”, acrescenta o documento.
Ao definir a política monetária nesta reunião, “o Comité continuou a considerar que a fraqueza da procura e do mercado de trabalho provavelmente atenuaria a intensidade dos efeitos de segunda ordem decorrentes do aumento dos preços globais da energia”.
De acordo com o banco central, os dados recentes garantem que se tinha verificado uma desinflação sustentada antes do conflito, sendo que as expectativas apontavam para que a inflação se situasse perto da meta de 2% a partir de abril, e a evolução dos preços da energia devido ao conflito tinha sido a principal causa dos resultados mais elevados da inflação global em abril e maio.
O MPC considerou que os riscos para os preços da energia continuavam a apontar para uma subida, embora tenham assinalado que os preços globais da energia tinham registado recentemente uma descida, os membros consideraram que, mesmo no caso de uma resolução rápida do conflito, poderia haver um atraso logístico no restabelecimento da produção e do transporte de energia, e assinalaram a possibilidade de uma instabilidade prolongada.