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15 Jun

Aumento da longevidade cria novo segmento imobiliário em Portugal

A longevidade tem vindo a aumentar em Portugal e, com ela, surge agora um novo segmento no mercado imobiliário que começa a cativar investidores particulares e institucionais que privilegiam horizontes temporais alargados e procuram ativos menos expostos à volatilidade de curto prazo: a compra de imóveis com usufruto vitalício.

Segundo a empresa portuguesa Empathia, dedicada à promoção do bem-estar e segurança financeira da população sénior, este novo modelo começa a ganhar escala no país. “Estamos a assistir ao aparecimento de um novo segmento imobiliário em Portugal, impulsionado por tendências demográficas que vieram para ficar. O aumento da longevidade está a criar necessidades diferentes por parte dos proprietários e, simultaneamente, novas oportunidades para investidores que pensam no longo prazo”, explica, em comunicado, o CEO e fundador da Empathia, Pedro Almeida Cruz.

“O aumento da longevidade está a criar necessidades diferentes por parte dos proprietários e, simultaneamente, novas oportunidades para investidores”, Pedro Almeida Cruz, CEO da Empathia.

De acordo com dados recentes da Pordata, Portugal é o segundo país da União Europeia com maior percentagem de pessoas com mais de 65 anos, com 24,3% da população a superar essa idade e com as projeções a apontarem para um agravamento nas próximas décadas. Este envelhecimento populacional, conjugado com o aumento da longevidade, está a fazer com que milhares de seniores procurem soluções que lhes permita transformar a sua riqueza imobiliária em liquidez, mas sem abdicar da habitação, surgindo, assim, a opção de vender o seu imóvel com usufruto vitalício.

O investidor que adquirir um imóvel neste contexto torna-se seu proprietário, ao mesmo tempo que o vendedor mantém o direito de utilização da casa até ao final da sua vida. A Empathia revela ainda que, além de investidores particulares, também entidades com experiência na gestão de horizontes temporais longos começam a demonstrar interesse neste segmento, como seguradoras, fundos patrimoniais, ‘family offices’ e investidores especializados em ativos imobiliários alternativos. A possibilidade de aquisição abaixo dos valores tradicionais de mercado, a perspetiva de valorização ao longo do tempo e o aumento da procura por investimentos alinhados com tendências estruturais da economia são fatores que explicam o crescente interesse por este modelo.

“A longevidade está a transformar vários setores da economia e o imobiliário não é exceção. O que observamos é o surgimento de investidores que reconhecem esta mudança estrutural e que procuram posicionar-se num segmento ainda pouco explorado em Portugal. O nosso papel passa por aproximar as partes e garantir que todas as decisões permanecem sempre nas mãos dos proprietários”, assegura Pedro Almeida Cruz.

Segundo especialistas do setor, este segmento do mercado imobiliário começa agora a ganhar escala numa altura em que a longevidade deverá ser um dos principais motores de inovação financeira e patrimonial da próxima década.

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