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10 Jun

Varandas e terraços: como escolher o pavimento ideal?

Artigo escrito por Sandra Barañano, diretora técnica da Andimac e da Cuida tu Casa

A varanda deixou há muito de ser um espaço secundário para passar a ser uma verdadeira extensão da casa. Seja num apartamento urbano, num sótão ou numa moradia, o exterior é hoje pensado como zona de conforto, descanso e convívio. E, em qualquer projeto de remodelação, um dos elementos mais importantes – e muitas vezes mais decisivos – é o pavimento.

Escolher bem o chão de uma varanda não é apenas uma questão de estética. O material tem de aguentar chuva, variações de temperatura, radiação solar, humidade e passagem constante de pessoas sem se deteriorar antes do tempo. Além disso, deve garantir segurança, sobretudo em zonas molhadas, e exigir uma manutenção razoável no dia a dia.

É neste contexto que Sandra Barañano, diretora técnica da Andimac e da Cuida tu Casa explica como a cerâmica e, em particular, o grés porcelânico para exterior se afirmaram como uma das soluções mais completas para habitação.

O que deve ter um bom pavimento de exterior?

Pavimentos exteriores

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Antes de escolheres um acabamento ou um estilo em concreto, vale a pena analisar as necessidades técnicas da tua varanda ou terraço. Não é o mesmo pavimentar uma pequena varanda urbana, uma cobertura exposta ao sol todo o dia ou uma zona junto a uma piscina.

Um dos fatores mais importantes é a resistência à humidade e às intempéries. Os pavimentos exteriores estão constantemente sujeitos a ciclos de água, calor e frio, por isso precisam de materiais capazes de suportar estas condições sem se deformar, fissurar ou deteriorar com o passar do tempo.

Também é fundamental o colocar antiderrapante. A chuva, a humidade ambiente ou até uma limpeza mais intensa podem transformar a superfície numa zona de risco se o pavimento não tiver sido bem escolhido. Por isso, no exterior, convém optar sempre por soluções especificamente pensadas para esse uso e com a classificação antiderrapante adequada (recomenda‑se Classe 3), sobretudo em terraços com água, duches exteriores ou áreas de piscina.

Outro aspeto relevante é a absorção de água. Materiais com porosidade muito baixa garantem maior durabilidade face a geadas, variações bruscas de temperatura ou aparecimento de manchas. Neste ponto, o grés porcelânico destaca‑se de forma especial pelo seu excelente desempenho técnico.

Porque a cerâmica é uma das melhores opções para varandas e terraços?

Pavimentos exteriores

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As peças cerâmicas para exterior oferecem uma combinação difícil de igualar: resistência, estabilidade, variedade estética e facilidade de manutenção.

Ao contrário de outros materiais mais delicados, a cerâmica não exige tratamentos especiais regulares nem grandes cuidados para manter o bom aspeto. A limpeza é simples e o material aguenta muito bem o uso do dia a dia, mesmo em varandas ou terraços de grande passagem.

Além disso, a evolução tecnológica dos fabricantes permitiu desenvolver peças cada vez mais realistas e sofisticadas do ponto de vista do desenho. Hoje em dia é possível recriar praticamente qualquer acabamento natural, mas com todas as vantagens técnicas do porcelânico.

Há pavimentos porcelânicos que imitam com grande fidelidade a madeira, a pedra natural ou o cimento, permitindo adaptar o espaço exterior a estilos muito diferentes sem abdicar das prestações necessárias para uso no exterior.

Os estilos que mais se usam em varandas e terraços

Pavimentos exteriores

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As tendências atuais apostam em espaços exteriores visualmente ligados ao interior da casa. Por isso, um dos truques mais usados nas remodelações é aplicar pavimentos semelhantes – ou até contínuos – entre a sala e a varanda/terraço, para criar sensação de amplitude e continuidade visual.

O porcelânico com efeito madeira é uma das opções mais procuradas. Permite conseguir a mesma sensação de calor e conforto da madeira natural, mas sem os incómodos de manutenção que este material costuma ter. Funciona especialmente bem em varandas pequenas, onde ajuda a criar ambientes acolhedores e intemporais.

Também ganham destaque os acabamentos efeito pedra, muito usados em exteriores de inspiração mediterrânica ou mais “natural”, bem como os pavimentos com efeito cimento, associados a ambientes contemporâneos e de linguagem mais industrial.

Em terraços pequenos, os tons claros e as peças de grande formato ajudam ainda a reforçar a luminosidade e a ampliar o espaço do ponto de vista visual.

E o que acontece com outros materiais?

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Embora a cerâmica seja uma das soluções mais equilibradas para habitação, há outros materiais bastante usados em exteriores.

A madeira natural continua a ser uma opção muito apreciada pelo toque e pela estética, sobretudo em alpendres ou zonas de piscina. No entanto, exige uma manutenção periódica mais exigente, para resistir ao sol, à humidade e ao próprio envelhecimento do material.

As decks tecnológicas (composite) ganharam terreno nos últimos anos por reduzirem parte dessa manutenção e oferecerem boa estabilidade dimensional. Ainda assim, podem ser mais sensíveis a certos tipos de manchas ou ao desgaste superficial do que um bom porcelânico.

A pedra natural confere uma estética muito exclusiva e uma durabilidade elevada, mas é fundamental escolher bem o tipo de pedra e o respetivo tratamento, já que algumas superfícies podem ser demasiado porosas ou tornar‑se escorregadias com o tempo.

Já as lajes de betão ou blocos/adoquines funcionam particularmente bem em jardins, acessos ou zonas de passagem intensa.

Pontos técnicos a rever antes de instalar

Pavimentos exteriores

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Para lá do material que escolhes, há vários aspetos técnicos que vale sempre a pena verificar antes de avançar com a obra, tais como:

  • A inclinação: um terraço tem de escoar bem a água para evitar poças, infiltrações ou acumulação de humidade. Também é importante respeitar as juntas mínimas recomendadas entre peças, essenciais para absorver pequenos movimentos e garantir a durabilidade do conjunto;
  • Em exteriores expostos à humidade ou a geadas, convém optar por pavimentos com muito baixa absorção de água e espessuras adequadas ao sistema de assentamento;
  • A manutenção: muitas vezes escolhem‑se superfícies extremamente rugosas para garantir máxima aderência, mas que depois são um tormento para limpar ou manter. O ideal é encontrar um equilíbrio entre segurança e facilidade de limpeza.

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