Futuro das políticas climáticas debatido no EURESFO em Guimarães
É entre os dias 17 e 19 de junho que o Multiusos de Guimarães, a Capital Verde Europeia 2026, vai receber a 13ª edição do EURESFO – European Urban Resilience Forum. Centrado em “Ir além da adaptação: abordagens integradas para a resiliência”, este fórum reunirá representantes de cidades, especialistas e intervenientes de instituições locais e regionais para discutirem estratégias, iniciativas e ações relacionadas com a adaptação às alterações climáticas, gestão de desastres e permitir o incentivo de práticas de resiliência urbana.
No centro do debate estará a liderança e inovação das cidades de pequena e média dimensão, explorando como a sua proximidade aos cidadãos permite estratégias de base local. Serão também demonstrados casos de estudo e exemplos para os esforços de resiliência climática a nível mundial. A visão do “One Planet City” de Guimarães, que reúne cidadãos, academia e setor privado na procura de um futuro sustentável, será também analisada pelos participantes.
Nesta 13ª edição estarão também incluídos no debate o futuro Quadro Integrado da União Europeia (UE) para a Resiliência Climática e Gestão de Riscos e o Regulamento de Restauração da Natureza, as soluções baseadas na natureza e os novos modelos de financiamento para adaptação e resiliência. Tal como em edições anteriores, o foco do EURESFO 2026 estará nas abordagens centradas nas pessoas, priorizando a saúde, o bem-estar e a justiça, ao mesmo tempo que abordará problemas climáticos que afetam a população, como os incêndios rurais, ondas de calor extremas, secas e inundações.
“Dificilmente haveria um momento mais oportuno para Guimarães acolher o European Urban Resilience Forum, precisamente no ano em que somos Capital Verde Europeia e que assumimos a ambição de fazer do nosso concelho uma referência real de qualidade de vida, com impacto real e direto no dia a dia das pessoas. Este momento está totalmente alinhado com a nossa estratégia ambiental e coloca Guimarães no epicentro das soluções globais para os desafios climáticos e sociais”, assegura, em comunicado, Ricardo Araújo, presidente da Câmara Municipal de Guimarães.
“Mais do que um espaço de debate, estou convencido de que o EURESFO será uma plataforma de ação capaz de ligar a transição ecológica à qualidade de vida das pessoas. É com um grande entusiasmo que assumimos a responsabilidade de ser o palco de um fórum que reúne representantes municipais e especialistas de diferentes países interessados num percurso comum: liderar pelo exemplo, provando que a coesão social e a sustentabilidade podem coabitar na construção de um futuro melhor e mais seguro para todos”, acrescenta o autarca.
Os participantes terão ainda a possibilidade de conhecer os projetos da regeneração do Monte Latito e do Bairro C; o Corredor Biocultural de Guimarães, com bacias de retenção e a Academia de Ginástica de Guimarães; iniciativas de solo sustentável na Horta Pedagógica e no Laboratório da Paisagem; e a paisagem natural da Penha.
“A adaptação já nos trouxe muito longe, mas já não é suficiente por si só. Os desafios que as nossas cidades enfrentam hoje exigem uma resiliência integrada: entre níveis de governação, entre comunidades e num panorama cada vez mais complexo de riscos climáticos. Guimarães, Capital Verde da Europa, é um local particularmente adequado para esta conversa. Uma cidade que colocou a sustentabilidade no centro da sua identidade, cuja visão ‘One Planet City’ une cidadãos, academia e setor privado, é um poderoso lembrete do que é possível quando toda uma comunidade avança na mesma direção”, sublinha, por sua vez, Vasileios-Panagiotis Latinos, responsável pela área de Resiliência e Adaptação Climática da ICLEI.
“No EURESFO 2026, damos continuidade a esse espírito: reunindo decisores políticos, líderes municipais e especialistas para navegar o enquadramento legislativo europeu em evolução, explorar abordagens baseadas na natureza e centradas nas pessoas, e transformar ambição global em ação local”, conclui.
A organização do EURESFO 2026 conta com uma coligação de parceiros composta pelos projetos REGILIENCE+, Regions4Climate, Pathways2Resilience, CARDIMED, MULTICLIMACT, RescueME, Commit2Green, CLIMATEFIT, NBRACER, Land4Climate, AdaptationHubs, ReCreate, Urban ReLeaf e CO-WATERS.