
Medicina regenerativa: como pode ajudar no tratamento da dor crónica
Viver com dor crónica pode afetar tudo: desde o trabalho às tarefas mais simples do dia a dia. E se, durante muito tempo, o foco dos tratamentos esteve sobretudo no alívio dos sintomas, hoje existem novas abordagens que procuram ir mais longe. É o caso da medicina regenerativa, uma área em crescimento que tem como objetivo ajudar o organismo a reparar tecidos lesionados e recuperar funções perdidas.
“Estamos perante uma mudança de paradigma no tratamento da dor crónica. Mais do que controlar os sintomas, a medicina regenerativa procura restaurar a estrutura e a função dos tecidos afetados”, explica o médico Armando Barbosa, anestesiologista especialista no tratamento da dor e diretor clínico da PainCare.
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Quando pode ser utilizada?
A medicina regenerativa tem vindo a ser aplicada em diferentes situações associadas à dor crónica, sobretudo quando existe desgaste ou lesão dos tecidos.
Dor nas costas e na coluna
Nos casos de dor discal, esta abordagem pode ajudar a melhorar o ambiente biológico do disco intervertebral, contribuindo para travar a sua degeneração e reduzir a dor.
Também nas articulações da coluna, conhecidas como facetas articulares, a ação anti-inflamatória e regenerativa pode ajudar a diminuir a dor mecânica e melhorar a mobilidade.

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Joelhos, ancas e ombros
A osteoartrose é uma das doenças mais frequentes associadas ao envelhecimento e ao desgaste das articulações.
Nestes casos, as terapias regenerativas podem ajudar a reduzir a dor, melhorar a função articular e contribuir para preservar a qualidade dos tecidos.
“Em muitas situações, o objetivo passa por criar condições para que o organismo recupere parte da sua capacidade natural de regeneração e consiga manter uma melhoria funcional mais duradoura”, explica o médico Armando Barbosa.

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Lesões musculares e tendões
As lesões musculares persistentes e as tendinopatias crónicas são outras das áreas onde esta abordagem tem despertado interesse.
Nos músculos, pode favorecer a regeneração do tecido e ajudar a reduzir a dor associada à sobrecarga ou a lesões antigas.
Nos tendões, procura estimular a reorganização das fibras de colagénio, diminuir a inflamação e melhorar a resistência do tecido, fatores importantes para uma recuperação mais eficaz.

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Uma nova forma de olhar para a dor
Embora a investigação continue a evoluir, os resultados disponíveis apontam para um potencial significativo destas terapias em várias situações de dor crónica.
Para Armando Barbosa, o grande valor da medicina regenerativa está precisamente na sua capacidade de atuar sobre a origem do problema. “Mais do que tratar sintomas, estas terapias procuram promover regeneração tecidular, recuperação funcional e uma melhoria sustentada da qualidade de vida.”
À medida que surgem novos estudos e mais experiência clínica, tudo indica que a medicina regenerativa poderá desempenhar um papel cada vez mais importante no tratamento da dor crónica e na melhoria do bem-estar de quem vive com este problema.

Dr. Armando Barbosa