Luís Neves: ex-diretor da PJ é o novo ministro da Administração Interna
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, deu posse ao novo ministro da Administração Interna (MAI), Luís Neves, até então diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ). Vem substituir no cargo Maria Lúcia Amaral, que se demitiu depois da onda de críticas à forma como atuou e geriu a resposta à depressão Kristin.
Esta foi a primeira mudança na composição do XXV Governo Constitucional, o segundo executivo chefiado por Luís Montenegro, que tomou posse há quase nove meses.
Luís Neves disse ter sido “uma decisão difícil” deixar o cargo na investigação policial mas foi com “muito ânimo” e “sem reservas” que aceitou o convite, afastando um eventual conflito de interesses relacionado com o facto da PJ ter participado em investigações ligadas ao primeiro-ministro.
Em declaração aos jornalistas, no Palácio de Belém, onde tomou posse, garantiu que o diretor nacional da Polícia Judiciária “não investiga ninguém”.
“O diretor nacional não investiga ninguém. Agradeço a questão que foi colocada para ficarmos imediatamente esclarecidos sobre esse tema. O papel do diretor nacional da Polícia Judiciária é organizar, é prover meios para uma instituição”, afirmou.
Quem é Luís Neves?
Luís Neves desempenhava o lugar de diretor nacional da PJ desde 2018. É licenciado em Direito, ingressou na PJ em 1995, após uma breve passagem pela advocacia.
Ao longo do seu percurso profissional na PJ, esteve sempre ligado à investigação criminal, em particular na esfera do crime violento e organizado, terrorismo e todas as formas de extremismo violento, rapto, sequestro, tomada de reféns, assalto à mão armada, tráfico de armas, tráfico de seres humanos, crimes cometidos com recurso a engenhos explosivos e crimes contra órgãos de soberania.
Antes, foi diretor da Unidade Nacional Contra-Terrorismo (UNCT) e da extinta Direção Central de Combate ao Banditismo (DCCB).
*Com Lusa