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18 Mai

Portugal entre os melhores mercados imobiliários das regiões EMEA

O mercado imobiliário português começou o ano com uma trajetória de forte crescimento, ao atingir 915 milhões de euros em investimento no primeiro trimestre. Com um crescimento homólogo de 34%, Portugal posiciona-se, assim, entre os mercados mais resilientes e competitivos do Sul da Europa e entre os mercados com melhor performance nas regiões EMEA, Américas e Ásia-Pacífico, superando a média da Zona Euro.

Estas são as principais conclusões do EMEA Capital Markets Snapshot Q1 2026, da Colliers. “Este desempenho foi impulsionado por um elevado volume de transaçõesoff-market’, com os ativos de retalho e hotelaria a demonstrar grande robustez desde 2025. As ‘yields’ mantiveram-se estáveis, refletindo a política monetária do BCE e um ambiente de taxas de juro globalmente estável”, explica, em comunicado, Pedro Valente, Managing Director da Colliers Portugal.

De acordo com o relatório, a atividade de investimento nos países da região EMEA (Europa, Médio Oriente e África) manteve-se sólida durante o período em análise, o que demonstra, segundo Luke Dawson, Head of Global & EMEA Capital Markets da Colliers, que “os investidores continuam comprometidos com o imobiliário europeu, mas estão hoje mais focados em ativos resilientes, com geração de rendimento estável e fundamentos sólidos de longo prazo”.

No primeiro trimestre do ano, Portugal destacou-se no panorama global, ao crescer 32%, ao contrário da Zona Euro que registou uma quebra média de 26%. Apenas Taiwan superou Portugal em termos de crescimento percentual do investimento imobiliário nos principais mercados internacionais analisados.

Hotelaria e retalho sustentam crescimento

Carvoeiro

Foto de Markus Kammermann na Unsplash

Os setores de hotelaria e retalho concentraram, juntos, cerca de 75% do volume total transacionado nos primeiros três meses do ano. Separadamente, o setor hoteleiro representou 336 milhões de euros de investimento (37% do mercado), enquanto o retalho captou 345 milhões de euros (38% do mercado). Mediante estes resultados, Pedro Valente explica que o setor hoteleiro “continua a afirmar-se como um dos principais motores do investimento imobiliário em Portugal, suportado por métricas operacionais sólidas, menor sazonalidade e interesse crescente de capital internacional”.

A aquisição do Penha Longa Resort pela L Catterton ao The Carlyle Group, por valores entre 120 e 140 milhões de euros, esteve entre as principais transações do período em análise.

Estabilidade macroeconómica reforça confiança de investidores

Segundo a Colliers, a melhoria da visibilidade macroeconómica e a estabilização das condições de financiamento têm reforçado a confiança dos investidores. Com a inflação em Portugal a convergir para níveis próximos de 2% e a estabilização da Euribor em torno da faixa intermédia dos 2%, as operações financiadas beneficiam de maior previsibilidade.

As ‘yields prime’ em Portugal permaneceram estáveis no primeiro trimestre, o que revela uma maior maturidade do mercado português comparativamente a ciclos anteriores.

Sul da Europa liderado por Espanha

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Foto de Harrison Fitts na Unsplash

Espanha foi o país que mais investiu em imobiliário no primeiro trimestre de 2026, com 6,394 mil milhões de euros, seguindo-se Itália (2,9 mil milhões), França (1,9 mil milhões) e Portugal (915 milhões).

Portugal continua a afirmar-se como um mercado estratégico para investidores internacionais devido à combinação entre estabilidade institucional, crescimento do turismo, escassez de oferta em segmentos-chave e capacidade de atração de capital estrangeiro”, indica, ainda em comunicado, Pedro Valente, Managing Director da Colliers Portugal.

Os setores de living, logística e industrial mantém-se os mais procurados pelos investidores na Europa, assim como os segmentos alternativos de data centres, healthcare e senior living.

Estabilidade esperada para o segundo trimestre

O relatório da Colliers antecipa um perfil transacional estável para o segundo trimestre do ano, mas com negociações mais seletivas e um maior foco na qualidade de ativos, localização e segurança de rendimento.

Estamos perante um mercado que se está a adaptar e continua funcional. O capital não desapareceu – está simplesmente mais disciplinado e focado em segmentos com maior liquidez e melhores fundamentais”, conclui Damian Harrington, Head of Global Research da Colliers.

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