Grupo francês Barrière transforma palácio lisboeta em hotel de luxo
O histórico Palacete Ribeiro da Cunha, no Príncipe Real, vai ganhar uma nova vida como hotel de luxo. O edifício neoárabe do final do século XIX, conhecido nos últimos anos por acolher o espaço comercial Embaixada, será transformado na Maison Barrière Príncipe Real, uma unidade cuja abertura está prevista para o final deste ano.
O projeto é promovido pela norte-americana EastBanc, proprietária do palácio há cerca de 12 anos, e será operado pelo grupo francês Barrière. De acordo com o Jornal de Negócios, a transformação não se limita ao edifício principal: inclui o logradouro, jardins e antigas cavalariças, prevendo também novas construções. A primeira fase será a abertura do hotel, enquanto o desenvolvimento futuro deverá integrar residências de luxo, restauração, bem-estar e espaços para eventos.
O grupo Barrière descreve o futuro hotel como uma proposta de luxo “intimista”, combinando apartamentos e suítes de maior dimensão com serviço personalizado. O investimento foi estimado em cerca de 20 milhões de euros quando o projeto foi anunciado, mas não foram divulgados detalhes atualizados sobre o número de quartos, calendário total das obras ou valor final do empreendimento.
A Maison Barrière Príncipe Real será o terceiro projeto do grupo francês em Portugal. A empresa entrou recentemente no país ao assumir a concessão do Casino da Póvoa, em maio, e foi também escolhida pela Arrow para operar o hotel de cinco estrelas que resultará da reconversão da Estalagem da Cegonha, em Vilamoura.
Com 33 casinos, 21 hotéis de luxo e cerca de 200 restaurantes e bares, o grupo Barrière “emprega cerca de sete mil pessoas e registou receitas globais de 1,5 mil milhões de euros“, lê-se na publicação.