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09 Mai

Eurovisão 2026: estes são os 10 favoritos à vitória segundo as apostas

A poucos dias do arranque do Festival Eurovisão da Canção 2026, a capital austríaca está ao rubro. O ambiente que se vive nos corredores e no interior da Wiener Stadthalle, localizada no 15º distrito da cidade de Viena, é de pura adrenalina, afinal já se sente o entusiasmo após os primeiros ensaios dos artistas em competição. 

Com as duas semifinais marcadas para os dias 12 e 14 de maio e a final do 70º Festival Eurovisão da Canção marcada para o dia 16 de maio, começam a desenhar-se previsões mais sólidas sobre quais países reúnem as maiores hipóteses de erguer o tão desejado microfone de cristal.

Como sabemos, o Festival da Eurovisão é uma verdadeira montanha-russa de emoções. As apostas e as opiniões mudam diariamente, influenciadas por reações nas redes sociais e pelo impacto visual causado pela performance dos artistas em palco. 

Mesmo assim, o idealista/news reuniu para ti, os 10 países que têm mais probabilidade de ganhar a Eurovisão 2026. Alguns deles vão surpreender.

Finlândia: Linda Lampenius & Pete Parkkonen, “Liekinheitin”

A Finlândia surge neste momento como a favorita absoluta à vitória na Eurovisão, e é fácil perceber porquê. “Liekinheitin” (que significa “lança-chamas”) é uma canção que quer marcar pela diferença desde os seus primeiros segundos. 

Trata-se de um tema que junta o pop ao rock moderno, numa energia contagiante. O grande destaque da atuação é, sem dúvida, a presença da lendária violinista Linda Lampenius

A artista já recebeu autorização especial da EBU para tocar ao vivo, o que quebrará uma das regras habituais da Eurovisão, que tradicionalmente impede a utilização de instrumentos tocados em direto.

A letra desta música é simples e aborda a libertação pessoal, a necessidade de romper com as amarras do passado e a coragem de assumir quem somos. Com a potente voz de Pete Parkkonen, a atuação desta dupla promete ser um dos momentos mais esperados do concurso. 

França: Monroe, “Regarde !”

A França é um dos “Big Five” e há vários anos tenta voltar a conquistar o microfone de cristal. Apesar de já ter vencido a Eurovisão cinco vezes (em 1958, 1960, 1962, 1969 e 1977) e de ser também um dos países mais bem-sucedidos na Eurovisão Júnior, continua longe do topo da competição principal.

Este poderá, no entanto, ser o ano de romper com a maldição. O país apresenta uma das propostas mais elegantes e sofisticadas de 2026 com “Regarde !”, uma balada altamente cinematográfica, pensada para convidar à reflexão. 

A canção destaca a riqueza da identidade musical francesa, cruzando a intensidade da ópera, a teatralidade dos grandes musicais e a modernidade da pop.

Composta por Fred Savio, Fredie Marche e pelos Violin Phonix, um dos duos de violinistas mais populares da sua geração em França, “Regarde !” nasce como um verdadeiro hino ao amor, que continua a ser a linguagem universal. 

No ano passado, Louane garantiu um sólido 7.º lugar para o país, com 230 pontos. Agora, com Monroe, França acredita que pode finalmente dar o passo seguinte e lutar de novo pela vitória.

Israel: Noam Bettan, “Michelle”

Apesar do boicote e da polémica gerada à volta do conflito que se vive no Médio Oriente, Israel volta a surgir como um dos fortes candidatos à vitória com “Michelle”, interpretada com grande sensibilidade por Noam Bettan, artista israelita de ascendência francesa. 

A canção é cantada em francês, hebraico e inglês, e irrompe como uma intensa melodia centrada na memória de uma pessoa que deixou uma marca profunda na vida da artista.

A letra reflete sobre a passagem do tempo, a saudade e aqueles sentimentos que persistem, mesmo à distância. Musicalmente, o tema constrói-se de forma gradual, evoluindo até um final intenso. No ano passado, Israel alcançou um inesperado 2.º lugar, conquistando o máximo de pontos do público em vários países europeus, incluindo Portugal.

Ucrânia: LELÉKA, “Ridnym”

A Ucrânia é, ano após ano, sinónimo de excelência e inovação na Eurovisão, e 2026 não é exceção. Depois de uma vitória incontestável no Vidbir, o grupo LELÉKA chega a Viena com o tema “Ridnym”.

A canção é uma reflexão sobre a transformação interior. Retrata aquele momento em que a vida desaba, o medo se instala, mas do caos nasce uma nova força. Caso sintas uma forte presença cinematográfica neste tema, não estranhes. A vocalista Viktoriia Leleka formou-se em composição para cinema na Filmuniversität Babelsberg, em Potsdam, Alemanha. 

Paralelamente à sua carreira como intérprete, desenvolveu também alguns trabalhos como compositora e destacou-se recentemente na banda sonora da série histórica ucraniana There Will Be People.

“Ridnym” poderá unir toda a Europa, sobretudo pela sua extraordinária homenagem às raízes ucranianas, com o som polido da bandura e um impressionante vocalise de 28 segundos cantado num só fôlego.

Dinamarca: Søren Torpegaard Lund, “Før Vi Går Hjem”

A Dinamarca tem sido uma das grandes surpresas desta temporada e conquistou o seu lugar no top 5 de várias casas de apostas. “Før Vi Går Hjem” (que significa “Antes de irmos para casa”) é uma canção sensível sobre despedidas e o medo de deixar ir.

A letra capta o instante exato em que duas pessoas sabem que uma relação está a chegar ao fim, mas desejam prolongar o tempo por mais uns minutos. Com uma produção muito elegante e uma interpretação vocal vulnerável, tem tudo para encantar a Europa, sobretudo se estiveres à procura de músicas para animar a limpeza da casa durante a semana eurovisiva. 

Reino Unido: Look Mum No Computer, “Eins, Zwei, Drei”

Para quem gosta de propostas arrojadas e totalmente fora da caixa, o Reino Unido apresenta este ano um verdadeiro espetáculo de criatividade. “Eins, Zwei, Drei” mistura pop eletrónico, humor e um ambiente caótico e divertido.

O título em alemão, que significa “Um, Dois, Três”, acompanha o ritmo frenético da atuação. A performance promete ser visualmente arrojada, apostando na excentricidade e numa energia contagiante. 

Se resultar ao vivo, tem o potencial de conquistar os votos do público, por um país altamente esquecido pela Eurovisão, e que já esteve perto de conquistar o pódio em 2022.

Suécia: Felicia, “My System”

A Suécia raramente falha quando se apresenta na Eurovisão, e 2026 promete ser mais um ano particularmente forte. “My System” destaca-se como um dos temas mais eletrónicos alguma vez enviados pelo país, reforçando uma abordagem moderna e altamente competitiva.

A cantora Felicia não é estranha aos grandes palcos, e já atingiu o topo das tabelas de singles oficiais, realizou mais de 300 atuações ao vivo e venceu The Masked Singer

Ao longo do tempo, construiu uma enorme base de fãs e uma forte presença nas redes sociais, tornando-se uma das figuras digitais mais influentes da Suécia.

A nível lírico, a canção centra-se na recuperação do controlo emocional, na definição de limites e na superação de uma desilusão amorosa. É uma mensagem de autoconfiança, sustentada por um refrão explosivo e uma encenação marcada por luz, ritmo e grande dinamismo.

Suíça: Veronica Fusaro, “Alice”

Depois de um resultado marcante no ano passado, em que a Suíça ficou com 0 pontos do público, o país – que também conhece bem o sabor recente da vitória -, procura agora redimir-se com “Alice”, interpretada por Veronica Fusaro.

A canção é uma viagem intimista ao mundo interior, onde realidade e fantasia se cruzam de forma constante, criando uma narrativa subtil e envolvente. Embora não esteja entre as propostas mais mediáticas desta edição, poderá reunir uma boa receção por parte do júri, que costuma valorizar este tipo de abordagem mais refinada. 

Itália: Sal Da Vinci, “Per sempre sì”

Assim como o pimba está para Portugal, Sal Da Vinci está para Itália. Mas quem é que não gosta de uma boa música de festa? Ou de casamento? “Per sempre sì” é precisamente esse tipo de tema clássico, que celebra o compromisso e a lealdade, e que, para além do positivo impacto junto do público da Eurovisão, já está a ser escolhido como banda sonora de vários matrimónios no sul de Itália.

A canção reflete a escolha diária de colocar o amor em primeiro lugar, mesmo quando a rotina traz desafios. A interpretação de Sal Da Vinci é intensa e recheada de emoção, com capacidade para tocar profundamente o público, até aqueles que se dizem mais difíceis de impressionar.

Grécia: Akylas, “Ferto”

Terminamos a lista de favoritos à Eurovisão 2026 com a Grécia, que parece ter caído de paraquedas num autêntico videojogo. A canção, daquelas que “primeiro estranha-se, depois entranha-se”, mistura ritmos quentes mediterrânicos com uma reflexão sobre a condição humana nos dias de hoje.

Se estiveres a criar a playlist perfeita para o ginásio, para a tua próxima corrida ou até para te motivares no dia a dia, “Ferto” (que significa “Traz-me”) não pode ficar de fora. Tem também tudo para funcionar como hit no TikTok, graças ao seu ritmo contagiante e à sua energia viral.

Portugal, representado este ano pelos Bandidos do Cante, surge nos últimos lugares das previsões das casas de apostas

Ainda assim, nada está decidido. Basta recordar que, no ano passado, apesar de os NAPA terem terminado em 21.º lugar na Grande Final da Eurovisão, acabaram por se tornar um fenómeno global.

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