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22 Mai

Investidor holandês compra ativo agrícola com 400 hectares em Beja

A holandesa Van Lanschot Kempen, investidora institucional especializada em estratégias de capital natural e ativos reais, adquiriu a sociedade proprietária de um ativo com cerca de 400 hectares no coração do Alqueva e dentro do respetivo perímetro de regadio, em Faro do Alentejo, município de Cuba, distrito de Beja.

Trata-se de uma das infraestruturas hidráulicas mais relevantes do sul da Europa. Esta exploração olivícola de regadio vai centrar-se no cultivo de azeitonas de alta qualidade para produzir azeite virgem extra.

“Esta operação reforça a nossa plataforma Rio de Azeite e permite-nos aplicar práticas agrícolas regenerativas e ambientalmente responsáveis, de acordo com um modelo de investimento que privilegia a sustentabilidade, o impacto ambiental e a resiliência produtiva”, indica, em comunicado, Richard Jacobs, Head of Farmland Investments da Van Lanschot Kempen Investment Management.

“Esta operação evidencia a maturidade que o agribusiness ibérico está a alcançar enquanto destino de capital institucional. A combinação de ativos agrícolas de elevada qualidade, infraestruturas de regadio consolidadas, como o Alqueva, e uma clara orientação para a sustentabilidade posiciona a Península Ibérica na linha da frente a nível internacional para investidores especializados em capital natural, e, também, cada vez mais para investidores generalistas”, explica no documento, Manuel Valadas Albuquerque, o Head of Agribusiness para o Sul da Europa na CBRE, que assessorou a venda do ativo.

Península Ibérica atrai investimento institucional em agribusiness

No ano passado, a Península Ibérica registou um aumento homólogo de 50% no investimento institucional, chegando aos 1,2 mil milhões de euros, num mercado liderado por transações de compra e venda de terrenos (cerca de 600 milhões de euros). As estruturas de dívida e refinanciamento atingiram os 300 milhões de euros e as operações de M&A (fusões e aquisições) totalizaram mais 300 milhões.

O crescimento da profissionalização do setor agrícola nos últimos anos impulsionou o interesse de investidores institucionais, pela possibilidade de desenvolvimento de portefólios diversificados. Depois de 1,2 mil milhões de euros registados em 2022 e do pico de 2,2 mil milhões em 2023, espera-se que 2026 apresente níveis de visibilidade ainda maiores e uma atividade mais sustentada, depois de uma fase de moderação em 2024 e de recuperação em 2025.

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