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22 Mai

Associação Avenida pede resposta para o caos no Aeroporto de Lisboa

As crescentes dificuldades no acesso aéreo ao nosso país, especialmente através do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, motivaram uma Carta Aberta por parte da Associação Avenida, que manifestou publicamente a sua preocupação com este caso.

Enquanto “entidade que representa mais de 150 associados dos setores do comércio, hotelaria, restauração, cultura e serviços da Avenida da Liberdade”, a associação acompanha de perto o impacto que as longas filas de espera nos controlos de fronteiras tem causado na experiência de quem visita Portugal, relembra na tal carta.

“Com frequência crescente, recebemos relatos de turistas, investidores e visitantes internacionais confrontados com longos tempos de espera nos controlos de fronteira, dificuldades operacionais e uma experiência de chegada desorganizada, que contrasta com a imagem de excelência que o país promove além-fronteiras”, lê-se na Carta Aberta, tornada pública pela associação.

A entidade relembra o posicionamento internacional “de grande relevância” que Portugal conquistou ao longo dos últimos anos, destacando a capital e, particularmente, o “papel central” da Avenida da Liberdade no reforço desta relevância do país enquanto “destino turístico, cultural, gastronómico e de investimento”, ao acolher “marcas globais, hotelaria de excelência, restauração reconhecida internacionalmente e eventos de elevada projeção”. São ainda mencionadas iniciativas como a Avenida Open Week, Tasting in Avenida e Jazz in Avenida e eventos como o Commedia à la Carte Festival e o Tribeca Festival como fundamentais no reforço da atratividade de Lisboa “enquanto destino cosmopolita, sofisticado e culturalmente dinâmico”.

Apesar de todo este esforço de promoção internacional, a Associação Avenida alerta para o caos na entrada no país, uma vez que “a primeira impressão conta e, em demasiadas situações, Portugal está a falhar precisamente no momento da chegada”.

Como principais impactos dos longos tempos de espera no controlo de fronteiras, a associação destaca:

  • a reputação internacional do país;
  • a competitividade turística de Lisboa;
  • a experiência e satisfação dos visitantes;
  • a atratividade do investimento estrangeiro;
  • o desempenho do comércio, da hotelaria, da restauração e dos serviços.

Controlo de fronteiras no Aeroporto de Lisboa

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Controlo de fronteiras no aeroporto precisa de “respostas estruturais”

Nesta Carta Aberta, a Associação Avenida alerta para a dificuldade de conciliação do investimento contínuo na promoção externa de Portugal com uma experiência de entrada “que, de forma recorrente, não corresponde aos padrões de qualidade e eficiência esperados de um destino internacional de referência”. Para a entidade, são necessárias respostas estruturais à atual procura, uma vez que as infraestruturas aeroportuárias estão sob pressão e os sistemas de controlo de fronteiras requerem uma “coordenação eficaz”.

Por todos estes motivos, o apelo da associação às entidades competentes vai no sentido de estas considerarem, como prioritárias, as seguintes medidas:

  • reforço imediato dos recursos humanos nos controlos fronteiriços;
  • aceleração da modernização tecnológica e da automatização de processos;
  • melhoria da coordenação operacional nos aeroportos;
  • planeamento estrutural ajustado à procura atual e futura;
  • criação de condições de acolhimento compatíveis com um destino internacional de excelência.

A Associação Avenida termina a referida carta assumindo a “forte convicção no potencial de Lisboa e de Portugal enquanto destinos de excelência, reconhecidos pela sua hospitalidade, cultura e sofisticação”, alertando para a necessidade de proteger esse posicionamento com “ação, coordenação e compromisso”.

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