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11 Mai

Construção de casas novas fica 5,8% mais cara num ano

Os custos de construção de habitação nova voltaram a acelerar em março, colocando mais pressão sobre o preço final das casas. O Índice de Custos de Construção de Habitação Nova (ICCHN) registou uma subida homóloga de 5,8%, acima do valor de fevereiro, refletindo o aumento simultâneo dos preços dos materiais e, sobretudo, da mão de obra. Em termos mensais, face a fevereiro, os custos avançaram 1,3%.

Índice de custos de construção

INE

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), os materiais ficaram 3,7% mais caros em março (contra 1,7% no mês anterior), enquanto o custo da mão de obra aumentou 8,2%, uma ligeira desaceleração face a fevereiro. Na formação da taxa homóloga de 5,8%, a mão de obra contribuiu com 3,8 pontos percentuais (p.p.) e os materiais com 2,0 p.p. 

Entre os produtos que mais puxaram pelos preços destacam‑se vidros e espelhos e o gasóleo, ambos com subidas próximas de 20%, e ainda o fio de cobre nu e os azulejos e mosaicos, cerca de 15% acima do valor de há um ano. Em sentido contrário, registaram‑se quedas em betumes (cerca de -15%), aparelhos de climatização e sistemas compósitos de isolamento térmico para o exterior (ambos com descidas em torno de 5%).

Na variação em cadeia, o instituto indica que o ICCHN aumentou 1,3% em março, mais 0,2 p.p. do que em fevereiro e 0,9 p.p. acima do observado em março de 2025. Os materiais subiram 2,1% face ao mês anterior e a mão de obra 0,5%. Nesta evolução mensal, os preços dos materiais explicam a maior fatia da subida, com um contributo de 1,1 p.p., enquanto a mão de obra acrescentou 0,2 p.p. 

O comportamento destes custos reforça as dificuldades de travar a escalada dos preços na construção, num momento em que a oferta de habitação acessível continua no centro do debate público.

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