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13 Mar

BtR é “essencial para aumentar a oferta e ajudar a equilibrar o mercado”

A Associação Portuguesa de Promotores e Investidores Imobiliários (APPII) considera positivas as medidas aprovadas em Conselho de Ministros destinadas a reforçar a confiança no mercado de arrendamento, nomeadamente através da simplificação e maior celeridade dos mecanismos de restituição de propriedade em situações de incumprimento reiterado no pagamento de rendas. Segundo o CEO da associação, Manuel Maria Gonçalves, o caminho para dinamizar o setor passa, também, por apostar em projetos build to rent (construir para arrendar).

Em comunicado, a APPII adianta que as medidas aprovadas pelo Governo de Luís Montenegro “representam um passo importante para começar a restabelecer a confiança dos proprietários e investidores no mercado de arrendamento, por via de condições mais equilibradas entre direitos e deveres de senhorios e inquilinos, assegurando a proteção dos inquilinos e dos senhorios”. 

Segundo a entidade, “maior segurança jurídica pode ajudar a aumentar o investimento em habitação para arrendamento e a oferta de casas para arrendar”.

“Durante anos assistimos a um crescente receio de muitos proprietários em colocar casas no mercado de arrendamento devido à incerteza jurídica e à dificuldade em recuperar os imóveis em caso de incumprimento”, diz, citado na nota, Manuel Maria Gonçalves, defendendo que esta é uma das razões para ainda não haver projetos build to rent em Portugal. Um modelo que considera “essencial para aumentar a oferta e ajudar a equilibrar o mercado habitacional”.

O CEO da APPII sustenta, ainda, que “medidas que assegurem maior previsibilidade e rapidez nos processos são fundamentais para devolver confiança ao mercado”. 

Neste contexto, a associação reforça que reforçar a segurança jurídica é um passo importante para criar condições que permitam desenvolver projetos de habitação para arrendamento, principalmente através dos já referidos modelos built to rent. “Sem confiança não há investimento. E precisamos de muito investimento para aumentar a oferta”, acrescenta Hugo Santos Ferreira, presidente da APPII, reforçando, assim, “a necessidade urgente de previsibilidade e proporcionalidade nas regras do mercado”.

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