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18 Fev

Trabalhadores por conta própria: 14,3% tem dependência económica

O mercado laboral em Portugal tem-se mostrado bem resiliente, com taxas de desemprego a registar mínimos da última década em 2025. Mas o mais recente Inquérito ao Emprego levado a cabo pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) revela que cerca de 14,3% dos trabalhadores por conta própria estiveram numa situação de dependência económica, com um cliente a representar a maioria do seu rendimento.

Em 2025, foram registados 773 mil trabalhadores por conta própria. E, desde total, cerca de 14,3% (110,9 mil) revelou ter um cliente que representou 75% ou mais do rendimento da sua atividade (após deduzidos os impostos), um indicador de dependência económica. Trata-se de um valor ainda alto, apesar de ter caído 0,7 pontos percentuais (p.p.) face a 2024.

Do total de trabalhadores por contra própria, 11,4% indicaram que são os clientes quem estabelece o seu horário de trabalho, um indicador de dependência organizacional. 

“Conjugando os dois tipos de dependência, identificaram-se 1,9% (14,8 mil; menos 0,8 p.p. face a 2024) de trabalhadores por conta própria simultaneamente em dependência económica e organizacional”, conclui o INE no boletim divulgado esta quarta-feira, dia 18 de fevereiro.

Note-se que é considerado que há dependência económica “quando um trabalhador por conta própria tem um só cliente ou, tendo dois ou mais clientes, um é dominante. E estamos perante uma situação de dependência organizacional, quando são os clientes a determinar o horário de trabalho.

Educação e formação dos trabalhadores cresce em 2025

Educação e formação no emprego

INE

Ao nível da educação e formação por parte de trabalhadores (dos 16 aos 74 anos), verifica-se que houve uma evolução positiva. Cerca de 11,9% do total de 8.035,2 mil pessoas, indicaram ter frequentado educação formal no ano passado (mais 0,2 p.p. face a 2024). E 30,7% revelaram ter frequentado um curso de educação não-formal nos últimos 12 meses (um crescimento anual de 2,0 p.p.).

“Conjugando estes dois tipos de educação, observou-se que 37,4% (3.006,4 mil; mais 1,9 p.p.) das pessoas daquele grupo etário participaram em pelo menos um tipo de atividades de educação e formação nos últimos 12 meses”, conclui o instituto.

No âmbito da Estratégia Portugal 2030, o indicador relativo à proporção da população desempregada dos 25 aos 64 anos a frequentar atividades de educação ou formação nas últimas quatro semanas situou-se em 19,5%, a 0,5 p.p. do objetivo mínimo de 20% definido para 2025.

Do total de 5.275,3 mil pessoas empregadas, 51,1% avaliaram o seu estado geral de saúde como bom, mais 0,4 p.p. do que em 2024. Ainda assim, 38,6 mil trabalhadores consideraram “estar severamente limitadas por problemas de saúde que as impediam, há pelo menos seis meses, de realizar atividades ou tarefas consideradas habituais para a generalidade das pessoas”, lê-se ainda no boletim.

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