Notícias

09 Mar

Seguro toma posse como PR e quer acordo político na habitação

António José Seguro já é (oficialmente) Presidente da República. No discurso de posse, prometeu ser o “Presidente de Portugal inteiro”, expressando respeito pela pluralidade do Parlamento e assegurando-lhe cooperação institucional. Garantiu ainda que irá chamar os partidos para chegar a um acordo em áreas estruturantes, de que são exemplo a habitação e saúde, por exemplo. 

Ao longo do seu discurso, com cerca de 25 minutos, o novo chefe de Estado reiterou a mensagem de que se empenhará na promoção de entendimentos políticos, pelo “diálogo em vez de trincheiras”, e apelou aos portugueses que sofrem ou se sentem indignados que “acreditem em Portugal”. 

O novo chefe de estado quer um “compromisso do maior número de partidos para que seja garantida estabilidade democrática“, frisando que o país sai a ganhar quando estes “conseguem convergir no essencial”. Sublinhou, por isso, a necessidade de um entendimento “que ultrapassa ciclos governativos”, nomeadamente em áreas fundamentais como saúde, habitação, rejuvenescimento da população ou a justiça. 

“Serei um Presidente próximo das pessoas, que escuta e compreende as suas preocupações. Atuarei sempre com respeito pela Constituição da República. Estarei atento às desigualdades e comprometido com a justiça social e a dignidade humana. Serei exigente com as instituições e com os responsáveis políticos, sempre com o intuito de melhorar a vida dos portugueses”, disse, deixando claro que quer exercer o cargo “com equilíbrio, diálogo e cooperação leal e profícua com o Governo”.

“Sou livre. A minha liberdade é garantia da minha independência como Presidente da República. Tratarei todos os partidos por igual. Sei que as minhas decisões não agradarão a todos. Umas vezes apoiado por uns, outras vezes por outros. Encontrarei sempre conforto na minha consciência e no meu dever para com os portugueses e para com Portugal”, acrescentou.

O antigo secretário-geral do PS foi eleito Presidente da República na segunda volta das eleições presidenciais, a 8 de fevereiro, com mais de 3,5 milhões de votos, um número recorde, 66,84% dos votos expressos, contra André Ventura, presidente do Chega.

*Com Lusa

Publicações Relacionadas