Quem lidera na esperança de vida entre as 30 maiores economias globais?
Apesar de viverem na maior economia do mundo, os norte‑americanos têm uma esperança média de vida inferior à de muitos outros países ricos. No Japão – a quarta maior economia global – as pessoas vivem, em média, mais cinco anos do que nos Estados Unidos. Já em países como França e Itália, os residentes superam os norte‑americanos em cerca de quatro anos.
Com uma esperança média de vida de 80 anos, os americanos vivem menos tempo do que os cidadãos de grande parte das restantes grandes economias. Esta diferença é explicada por vários fatores, entre os quais o acesso limitado a cuidados de saúde, as elevadas taxas de obesidade e níveis de homicídios acima da média, de acordo com a análise da Visual Capitalist. Um dado particularmente relevante: os EUA são o único país do G10 sem sistema de saúde universal. Ao mesmo tempo, apresentam alguns dos custos de saúde mais altos do mundo desenvolvido, com uma despesa de cerca de 14.885 dólares (12.950 euros à taxa de câmbio atual) por pessoa, praticamente o dobro da média da OCDE.
A China, segunda maior economia mundial, regista hoje uma esperança de vida média de 79 anos, um salto significativo face aos 68 anos registados em 1990, após anos de políticas focadas na prevenção da doença e na expansão do seguro de saúde. Já a Índia apresenta uma esperança média de vida de 73 anos, uma das mais baixas entre as 30 maiores economias por PIB, com fortes disparidades internas: indivíduos de castas inferiores vivem, em média, menos quatro anos do que os de castas superiores. Ainda assim, o país registou um dos maiores ganhos globais nas últimas seis décadas – desde 1965, a longevidade média aumentou 27 anos, impulsionada por avanços na saúde, redução da mortalidade infantil, melhor nutrição e um crescimento económico robusto.
Visual Capitalist
