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05 Mar

Portugueses e proprietários são os que mais investem em remodelações

O cliente nacional e proprietário de habitação própria foram os que mais investiram em obras de remodelação durante o ano passado, motivados, sobretudo, pela procura de um maior conforto no lar.

Esta é uma das conclusões do estudo interno da MELOM e Querido Mudei a Casa Obras (QMACO). De acordo com a análise realizada, os portugueses e proprietários corresponderam a 83,3% dos clientes de serviços de remodelações, seguindo-se os investidores para arrendamento e as empresas e comércio que representaram, ambos, 27,8% dos clientes. As famílias jovens correspondem a 22,2%, enquanto os clientes com mais de 50 anos apenas representaram 11,1%.

No que respeita aos valores investidos, os dados demonstram um mercado dinâmico, mas mais racional, com a faixa de investimento mais comum (33,3%) a situar-se entre 30.000 e 50.000 euros. Seguem-se as faixas entre 5.000 e 15.000 euros e entre 15.000 e 30.000 euros (ambas com 22,2%). Os investimentos superiores a 50.000 euros apenas correspondem a 16,7%, enquanto os pequenos investimentos, até 5.000 euros, representam 5,6%.

Em termos de tipo de obra executada são as remodelações gerais que lideram, acompanhadas pela renovação de cozinhas. A tendência de criação de ‘open space’ tem estado em crescimento, assim como as intervenções em pátios e jardins.

Como principal motivação para as remodelações no lar surge a busca pelo conforto (27,8%), seguindo-se o investimento (22,2%), a valorização do imóvel e adaptação às necessidades familiares (ambos com 16,7%) e, por fim, a manutenção (11,1%).

Clientes revelam maior sensibilidade ao preço

Durante o ano passado, cerca de 55,6% dos clientes demonstraram estar mais sensíveis ao preço, enquanto 33,3% revelaram preferir soluções chave-na-mão. A sustentabilidade é outra das tendências apontadas no estudo, uma vez que 11,1% dos clientes demonstraram preocupação com processos de obra com materiais mais eficientes e sustentáveis.

“Os dados mostram um consumidor mais informado, exigente e racional. Há uma clara preocupação com controlo orçamental, mas também uma valorização crescente do conforto e da eficiência da habitação. O mercado não abrandou, tornou-se sim mais criterioso e estratégico. A preferência por soluções chave-na-mão demonstra que os clientes procuram cada vez mais segurança, transparência e acompanhamento profissional ao longo de todo o processo”, revela, em comunicado, Vasco Magalhães, Diretor Geral da MELOM e QMACO.

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