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13 Mar

O estado da ferrovia na União Europeia

Em 2024, 40,8% da rede ferroviária da União Europeia (UE) dispunha de duas ou mais vias paralelas — um progresso assinalável face aos 31,8% registados em 1990. A existência de múltiplas vias permite uma circulação ferroviária mais eficiente e segura, aumentando a flexibilidade operacional e mitigando o impacto de eventuais interrupções ou incidentes na linha.

A extensão total da rede ferroviária da UE fixava-se em 201.314 quilómetros, o que representa uma redução de 8,7% em comparação com 1990, ano em que a rede atingia os 220.420 quilómetros. Apesar desta contração, o mesmo período ficou marcado por um crescimento significativo da proporção de linhas eletrificadas: em 2024, estas representavam 57,6% da rede europeia, quando em 1990 correspondiam a 39,9%.

Entre os Estados-membros, a densidade ferroviária é mais elevada nas regiões com maior concentração populacional e volumes expressivos de transporte de mercadorias. Em 2024, a República Checa apresentava a maior densidade, com 123,2 metros de linha por quilómetro quadrado (m/km2) de território, seguida da Bélgica (118,7 m/km2) e da Alemanha (110 m/km2).

No extremo oposto, as densidades mais reduzidas registavam-se na Grécia (14 m/km2), na Finlândia (19,4 m/km2) e na Suécia (26,8 m/km2).

Em 2025, segundo dados da Agência da União Europeia para os Caminhos de Ferro (ERA), o Luxemburgo era o único país totalmente equipado com o Sistema Europeu de Controlo de Comboios ETCS, um instrumento de segurança crucial para reduzir o risco de colisões ferroviárias, recorrendo à transmissão de sinais através da infraestrutura ferroviária ou por via rádio. Seguiam-se a Bélgica, com 90,3% da sua rede ferroviária abrangida, e a Dinamarca (51,6%).

Entre os países com menor grau de implementação destacavam-se a Hungria (1,6%), a Croácia (3,0%) e ainda a Alemanha e a Roménia (ambas com 3,2%).

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