Construção: “via verde” para a imigração ganha impulso
O setor da construção lida há já vários anos com uma falta de mão de obra crónica. E ganhou uma pressão extra após as tempestades, que devastaram várias casas e infraestruturas, sobretudo, na zona centro. A “via verde” da migração laboral, que agora começa a entrar em velocidade de cruzeiro, pode ajudar.
Manuel Reis Campos, presidente da Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI), revela ao Expresso que, nos “nos últimos três meses, duplicaram os processos de contratação submetidos, assim como o número de imigrantes para quem foi requerido visto”.
Dados da confederação, citados pelo jornal, dão conta de 211 pedidos de empresas de construção e 1.427 trabalhadores com visto. Várias grandes empresas já recorreram a este mecanismo, como a Mota-Engil, Casais e DST. Segundo o presidente da CPCI, os prazos de resposta dos consulados estão a ser cumpridos, abaixo do máximo de 20 dias.
A Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas Nacionais (AICCOPN) adianta que que a maioria dos imigrantes chegam dos PALOP, do Brasil, Colômbia, Peru e de Marrocos e Senegal e do Paquistão e Índia.
Recorde-se que a “via verde para a imigração”, implementada em abril do ano passado, surgiu com o objetivo de acelerar a contratação de trabalhadores estrangeiros. No entanto, a adesão a este protocolo está reservada a confederações, associações patronais e empresas que cumpram critérios rigorosos.