
Casas com telhados inclinados são cartão de visita nesta aldeia italiana
Encaixada no coração do vale d’Itria, Locorotondo – do latim Locus Rotondus – é uma das aldeias mais típicas de Apúlia, em Itália, empoleirada numa colina e rodeada de olivais e vinhas.
Rica em história e tradição, ganhou grande notoriedade nos últimos anos e tornou‑se paragem obrigatória para muitos dos turistas que visitam esta região italiana, rendidos às “cummerse”, as típicas construções de telhados inclinados, e às ruas brancas, cheias de flores.
O idealista/news esteve no centro histórico de Locorotondo, falou com quem lá vive e trabalha e registou as suas ruas e perspetivas mais impressionantes com a ajuda de um drone.
Prova de vinhos e produtos típicos em Locorotondo
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Uma das experiências mais autênticas em Locorotondo passa, inevitavelmente, por provar um bom vinho nas adegas da região. É o caso da cantina I Pastini di Locorotondo, onde Marianna, uma das colaboradoras, nos explica que “se trata de uma adega familiar que combina tradição com inovação. Recupera as castas locais típicas, com vinhas autóctones, aliando esse património à tecnologia e a métodos modernos de produção”.

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O Caffè della Villa, na Piazza Vittorio Emanuele, é um café histórico, inaugurado em 1987. A especialidade da casa, como nos conta Alessandro Loparco, é “o pasticciotto com crumble de amêndoas, pedaços de maçã e creme”.
Cummerse: as casas típicas de Locorotondo

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Leonardo Pastore, conhecido por todos como “Pipuzzo”, é alfaiate de senhora, tal como já tinham sido o pai e o avô.
A partir da sua oficina, no centro histórico da cidade, foi assistindo à transformação de Locorotondo: de pequeno povoado quase desconhecido do vale d’Itria a destino turístico procurado praticamente ao longo de todo o ano.

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Segundo Pipuzzo, a chegada dos turistas, embora tenha sido um motor importante de crescimento económico, acabou por trazer também uma “perda de identidade” ao burgo e às suas raízes.

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“O lugar não pode ser um museu, mas tem de conservar um mínimo de alma, sobretudo em certos aspetos, como a forma de construir”, defende. “Nós temos um tipo de construção muito particular, as cummerse, com telhados inclinados e paredes brancas, que já há muitos anos foram descobertas por um famoso fotógrafo francês.”
Os pratos típicos do “Rosone”

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Margherita Curri é, juntamente com o companheiro Peppino, dona da Osteria il Rosone, um restaurante que serve pratos típicos da tradição culinária de Apúlia. “Seguramente o prato mais emblemático é o puré de favas, que exige uma preparação longa e cuidada”, explica.
“É o prato das criadas, das mulheres que trabalhavam em casa, porque é uma receita que tem de ser vigiada, controlada, e que não se deve mexer até ao fim da cozedura.”

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“Eu considero Locorotondo uma terra muito bonita, autêntica e acolhedora e espero que continue assim. É verdade que se perdeu alguma coisa pelo caminho, mas é preciso pesar bem todos os aspetos.

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Acho que também é justo dar recursos económicos aos mais jovens: muitos rapazes e raparigas conseguem arranjar trabalho, de abril em diante, até outubro, é uma explosão. Todas as ruelas habitadas se vestem de festa.”

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