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01 Ago

Casa centenária em Santo Tirso recuperada com inspiração no Médio Oriente

É em Santo Tirso que nasce a nova Casa do Parque IV, uma residência fruto da recuperação de uma habitação do início do séc. XX e que foi desenvolvida diretamente para um casal muito ligado à cultura, viagens e experiências vividas na região do Médio Oriente.

A construção original foi cuidadosamente preservada, mantendo a sua autenticidade, ao mesmo tempo que convive com a contemporaneidade da abordagem arquitetónica da sua renovação.

Casa do Parque IV

Casa do Parque IV

Fotografia de Ivo Tavares

Projetada para receber família e amigos, a Casa do Parque IV tem uma área de cerca de 375 metros quadrados (m2). Os revestimentos cerâmicos originais e as janelas existentes foram mantidos na fachada principal. Ao mesmo tempo, acrescentou-se um novo volume no piso superior, numa linguagem contemporânea, integralmente revestida a zinco.

As paredes de pedra da construção original foram também mantidas, após serem recuperadas e limpas, enquanto as novas superfícies receberam suaves tonalidades próximas de “café com leite” e foram complementadas pela utilização de madeiras claras.

Casa do Parque IV

Casa do Parque IV

Fotografia de Ivo Tavares

Em termos de configuração da casa, o piso térreo funciona como principal área social, revestida integralmente a microcimento, e possui uma sala de cinema e uma área expositiva dedicada aos prémios conquistados por um dos membros do casal. Já o piso superior foi destinado à área mais privada da habitação. Destaque para a escadaria amarela que estabelece a ligação entre os pisos da residência.

Esta propriedade, onde nas suas traseiras se encontra uma antiga construção em ruína que foi integrada no projeto, conta ainda com uma piscina, cuja parede lateral surge pintada num tom verde intenso.

Casa do Parque IV

Casa do Parque IV

Fotografia de Ivo Tavares

Ricardo Azevedo, fundador do atelier Ricardo Azevedo Arquiteto que foi escolhido para levar a cabo este projeto de recuperação, afirma que “o processo começa sempre com as pessoas”, referindo-se ao facto de todo o trabalho ter sido pensado especificamente para a vivência daquele casal. “Se, para os envolvidos, respeitar a pré-existência do espaço era uma forma de manter vivas as memórias das pessoas que ali viveram, havia também uma necessidade de refletir os gostos de quem vai habitar a casa”, sublinha. 

Acredito que a arquitetura nasce da empatia. Interesso-me por quem são, como vivem, o que valorizam”, acrescenta Ricardo Azevedo.

A Casa do Parque IV situa-se junto ao lado norte do Parque D. Maria II, em Santo Tirso, contando com “uma frente urbana marcada por casas burguesas de finais do século XIX e início do século XX, com lotes estreitos”.

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