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24 Jul

Casas nunca valeram tanto para os bancos: 2.228 euros por m2

As casas nunca valeram tanto para os bancos em Portugal. O valor mediano da avaliação bancária atingiu, em junho, um novo máximo de 2.228 euros por metro quadrado (m2), segundo os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). O indicador subiu 20 euros face a maio e 16,6% em comparação com o mesmo mês de 2025, refletindo a valorização contínua do mercado residencial, numa altura em a procura por habitação continua a sustentar a subida dos preços.

“Em junho, o valor mediano de avaliação bancária, realizada no âmbito de pedidos de crédito para a aquisição de habitação, fixou-se em 2.228 euros por metro quadrado (euros/m2), tendo aumentado 20 euros (0,9%1) relativamente a maio”, lê-se no documento.

Ainda segundo o INE, a Região Autónoma dos Açores foi a região onde se verificou o aumento mais expressivo face ao mês anterior (3,1%), não se tendo registado qualquer descida. Em comparação com junho de 2025, o valor mediano das avaliações cresceu 16,6%, registando-se a variação mais acentuada na Região Autónoma dos Açores (24,0%), não se tendo observado qualquer redução. 

A avaliação bancária é um dos principais fatores na concessão de crédito habitação, uma vez que serve de base para determinar o montante que os bancos estão dispostos a financiar na compra de um imóvel. Em junho, foram realizadas cerca de 33,6 mil avaliações, menos 5,5% do que no mês anterior, mas mais 3,0% do que no mesmo período de 2025.

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Apartamentos sobem 18,3% num ano

No caso dos apartamentos, o valor mediano de avaliação bancária fixou-se nos 2.613 euros/m2, mais 18,3% do que em junho de 2025. A Grande Lisboa mantém-se como a região mais cara, com 3.411 euros/m2, seguida do Algarve com 2.988 euros/m2. No extremo oposto continuam o Alentejo (1.711 euros/m2) e o Centro (1.713 euros/m2). A Região Autónoma dos Açores registou o maior crescimento homólogo, com uma subida de 25,7%, não se tendo verificado qualquer descida em nenhuma região.

Comparativamente com o mês anterior, o valor de avaliação subiu 1,3% em junho, com o Alentejo a registar o maior aumento (8,0%). 

As tipologias T1, T2 e T3 representaram 92,6% das avaliações de apartamentos realizadas no período em análise:

  • Apartamentos T1: valor mediano subiu 23 euros, para 3.302 euros/m2
  • Apartamentos T2: valor cresceu 53 euros, para 2.694 euros/m2
  • Apartamentos T3: valor aumentou 24 euros, para 2.253 euros/m2

Banca avalia moradias em mais 15,2%

Nas moradias, a avaliação mediana fixou-se nos 1.600 euros/m2, o que representa um aumento de 15,2% face ao mesmo mês do ano anterior. A Grande Lisboa (2.900 euros/m2) e o Algarve (2.795 euros/m2) continuam a apresentar os valores mais elevados, enquanto o Centro (1.153 euros/m2) e o Alentejo (1.276 euros/m2) registam os mais baixos. A região Oeste e Vale do Tejo liderou a valorização anual, com um crescimento homólogo de 19,3%.

Comparativamente com maio, o valor de avaliação das moradias subiu 1,2%, com o Oeste e Vale do Tejo a registar o crescimento mais elevado (2,6%). O Alentejo foi a única região a registar uma descida, ainda que ligeira (-0,2%). 

As tipologias T2, T3 e T4 representaram 88,1% das avaliações de moradias realizadas:

  • Moradias T2: valor mediano subiu 22 euros, para 1.601 euros/m2
  • Moradias T3: valor subiu 20 euros, para 1.551 euros/m2
  • Moradias T4: mediana cresceu 13 euros, para 1.685 euros/m2

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